DESMATAMENTO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS AUMENTAM RISCO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS

Incêndios florestais assolam a vegetação da Austrália há meses. Dados mostram que o risco de incêndios florestais graves tem aumentado em todo o mundo. Especialistas associam essa tendência às mudanças climáticas.
4 de janeiro - Imagem de satélite mostra incêndios florestais queimando a leste de Obrost, na Austrália — Foto: 2020 Maxar Technologies/Divulgação via Reuters

Depois de meses de extremo calor e seca na Austrália, vieram os incêndios florestais. O fenômeno aflige o país todos os anos, mas desta vez eles têm sido particularmente extremos – e o verão no Hemisfério Sul está apenas começando.

Incêndios florestais assolam a vegetação da Austrália há meses. Dados mostram que o risco de incêndios florestais graves tem aumentado em todo o mundo. Especialistas associam essa tendência às mudanças climáticas.

Depois de meses de extremo calor e seca na Austrália, vieram os incêndios florestais. O fenômeno aflige o país todos os anos, mas desta vez eles têm sido particularmente extremos – e o verão no Hemisfério Sul está apenas começando.

Até então, 8 milhões de hectares foram destruídos pelas chamas, 25 pessoas e milhões de animais perderam a vida. Regiões inteiras ficaram sem energia e nuvens de fumaça cobrem metade do continente, de acordo com uma avaliação preliminar dos fogos devastadores.

Mas a Austrália não é o único lugar com incêndios florestais. Em 2019, a plataforma online de vigilância Global Forest Watch Fires (GFW) contabilizou em todo o mundo mais de 4,5 milhões de incêndios com ao menos um quilômetro quadrado de extensão. Isso representa um total de 400 mil incêndios a mais que em 2018.

"O número e tamanho dos incêndios variam de ano para ano, mas a grande tendência é que o risco aumentar globalmente", disse Susanne Winter, gerente de programas florestais da organização Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na Alemanha, em entrevista à DW.

Agência DW

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